sábado, 15 de setembro de 2012

Forma de trabalhar em Portugal

O meu bom amigo Francisco Miguel Sousa que trabalha no Qatar para muito boa empresa internacional, acabou de escrever este status de indignação no seu facebook. 


"Devo dizer que estou um pouco "xxxxxx" com a forma de trabalhar em Portugal.

Telefonei para meia-dúzia de empresas exportadoras, que ficam em anonimato claro e tentei encaminhar o contacto para algumas empresas interessadas no Qatar em COMPRAR certo tipo de produtos portugueses. Após alguns e-mails, telefonemas e um LONGO caminho até chegar a pessoa certa que muitas das vezes estava ocupada (pelos vistos algumas empresas em Portugal só dependem de uma pessoa para vender, isso já nem comento), nenhum empresário por cá no Qatar teve alguma resposta que seja decente e as poucas respostas com os preçários que tivemos foi de um nível de excelência que nem sei como descrever (descrições em Português, sem fotos, sem processo descritivo, etc...). 

Com todo o respeito, se comunicasse para uma aldeia do Interior e pedisse toneladas de fruta, o "zé" da mercearia encaminhava o contacto e o "Quim" da horta já tinha tirado fotos, pedido ao filho para enviar por e-mail e tinha tudo preparado para exportar num ápice. 

Somos globais só para consumir tudo o que vem de fora, o resto é conversa... "Querem comprar? Sabe, o Sr. Dr. está por fora, é o único que trata destes assuntos e ainda não chegou ao escritório. Quer deixar recado?" 

Ridículo."



Portugal. A trabalhar assim, não são manifestações e muito menos Orçamentos de Estado injustos que nos vão levar a lado nenhum. Tenho dito. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Tá bonito.

Então, a Disney Cruzeiros vai a Portugal recrutar pessoas para trabalhar APENAS por 5 meses com salário mínimo de 1000 euros mais comissões e afins. Escolhem a dedo 50 para entrevista, prevêem 40 para aparecer. 

Aparecem 15

Não há falta de trabalho em Portugal meus amigos! HÁ É FALTA DE GENTE QUE QUER TRABALHAR


(moral da história, a Disney vem a Inglaterra buscar o resto das pessoas que precisa para trabalhar...)

terça-feira, 20 de março de 2012

Preguiça

Ai. Aqueles dias em que se tem tanto para fazer e não se faz coisa nenhuma. Em repetição.

Roubei daqui.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Última da hora

O típico:

"Ah! Vou fazer isso três meses antes!"

A entrega é amanhã e ainda não comecei.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Honestamente

Honestamente não desejo ser parte da política. Não estudei para o ser. Apenas desejo que os que estão na política sejam melhor educados e façam um melhor trabalho.

Continuo a ser emigrante porque o meu país não me oferece condições para ser o que quero como quero. Todos os dias me roo por sentir falta de casa, sentir falta dos amigos, sentir falta da comida, sentir falta do mar. Sei onde pertenço e não lhe posso pertencer.

Será muito pedir que as coisas sejam melhores? Pedir aos empregadores para entenderem que darem-me trabalho justamente pago não é fazerem-me um favor? É simplesmente uma troca de serviços? Que se eu faço um trabalho devo ser justamente paga pelo trabalho que desenvolvo? E se sair da empresa para uma empresa que me dá melhores condições isso não é uma traição mas sim uma oportunidade que alguém me está a dar para desenvolver na carreira? É mais do que normal no resto do mundo mudar de emprego. Até porque ficar mais de 5 anos no mesmo cargo na mesma empresa significa estagnação e isso é mau. E se for desenvolver melhores competências noutro lugar, talvez mais tarde possa voltar para a mesma empresa com um conhecimento muito mais aprofundado e que pode até ajudar a empresa. Será que este pensamento está errado? Será que o resto do mundo está errado?

Gostava que Portugal compreendesse que as pessoas não são bonecos para se manipular. Gostava que Portugal compreendesse que é importante investir, é importante dar oportunidades, é importante competir com o resto do mundo.

Gostava principalmente que os que têm mais fossem menos gananciosos.

Gostava de sentir orgulho em ser portuguesa mas simplesmente não sinto. Temos tanto de bom como temos de mau. Portugal é bonito de ser ver, mas feio de sentir.

Honestamente. Estou desiludida connosco. Todos. Incluíndo mim própria porque não sou capaz de tomar uma atitude para mudar o rumo que as coisas estão a tomar.

Venda de espaço que dá lucro

Ao que parece vai-se vender o Pavilhão Atlântico em concurso privado. Ao que parece o Estado até lucra com ele todos os anos. Mas ao que parece isso não interessa e vai-se vender assim pela porta dos fundos. E ao que parece ninguém parece estar interessado em tomar uma atitude. Não estou a gostar.

Venda do Pavilhão Atlântico

Roubei daqui.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Não é crise, é ganância

Reafirmo o que todos sabem e sobre o qual ninguém faz nada: os ricos estão a ficar mais ricos, os pobres a ficar mais pobres.

Não me venham com merdas. Não há crise nenhuma. Há simplesmente milhões a serem ganhos à custa de tostões dos que ganham ninharias.

Estou farta da ganância deste mundo de gente triste. Façam-se à vida mas é e deixem os outros viver com alguma dignidade se faz favor.


De volta.

Ai que já há muito não passava por aqui. Reviravoltas da vida põe-me os projectos em stand by. Recomeço aos poucos a voltar à rotina e espero que a volta traga alguma evolução.

Negativismos à parte, estou de volta.